quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Município Exemplo: Chapadão do Céu recicla mais de 80% do lixo produzido

Além de colaborar com o meio ambiente, município recebe cerca de R$ 50 mil com a venda dos materiais. Já o lixo orgânico vira adubo e é distribuído de graça. Moradores se uniram à Prefeitura de Chapadão do Céu, no sudoeste goiano, para fazer o descarte correto ao lixo e, assim, reciclar a maior quantidade possível do material. Segundo dados da cidade, 82% do lixo é reciclado, o que corresponde a 96 toneladas, por mês.
A usina de reciclagem conta com 34 funcionários. Eles separam plástico, papel, metal e vidro para entregar tudo organizado à empresa que compra os produtos.
Além de colaborar com o meio ambiente, a ação também traz retorno financeiro. Por ano, conforme o secretário de Saneamento e Meio Ambiente, Ediel Alves Barbosa, a prefeitura recebe mais de R$ 50 mil.


“Usamos o dinheiro para manutenções de maquinário, fabricações de novas lixeiras, tambores. A gente também tem cozinha e um viveiro”, explicou o secretário.

A última aquisição da usina é uma máquina que tritura restos dos alimentos. Com isso, é produzido adubo, o qual é distribuído para a população, usado nos canteiros da cidade e no viveiro.

“Temos ipês de várias cores, a saboneteira, o jambo, jamelão, as pessoas que precisam vêm aqui, pegam e plantam”, afirma a auxiliar de serviços gerais, Marilza Lauer.

Participação da comunidade

O trabalho na usina e o alto índice de reciclagem só é possível devido à colaboração da comunidade. Os moradores têm lixeiras específicas para cada tipo de lixo.
Além do cuidado no momento do descarte, muitos analisam se tem como reaproveitar o produto. Entre eles está a professora de inglês Mirta Duarte. Ela já utilizou, por exemplo, latas de café para a decoração.


“Não desperdiçar, reaproveitar, reutilizar, é uma coisa que eu sempre tive comigo e ensinei para as minhas filhas. Elas já cresceram sabendo fazer essa separação e o máximo de aproveitamento de tudo que a gente tem, de todos os recursos”, afirma.

Professores também reforçam em sala de aula a importância do descarte correto do lixo. Assim, os alunos que não têm esse hábito na família levam a mensagem para casa.

“Quem faz a diferença é a comunidade. Através dessas crianças, levando conhecimento e reinvidicações, levando essa proposta de trabalho para os pais, eu tenho certeza que o efeito será muito maior”, diz a professora de português Adriana Medeiros.

Os alunos também “fiscalizam” as ruas. “O que eu acho mais errado é a pessoa jogar lixo no chão, aí a cidade vai ficar meio poluída, suja. Às vezes, eu pego lixo no chão que o povo joga e jogo no lixo”, afirma Kauan da Silva Sousa, estudante do 4º ano do ensino fundamental.

Lembramos que a Federação, incentiva todas ações sustentáveis que consolidem benefícios a população, além de gerar receita para o município e cuidar de questões importantes como a consciência ambiental.